Cair de cara


Este foi o ano em que caí de cara

Acidentes acontecem, mas este não foi um acidente qualquer. Agradeci-o mesmo antes de ter caído. Estou grata pela experiência, pois sabia que apenas esta experiência incrível poderia levar-me de volta a mim mesma. Eu sabia que estava a cair por ter acreditado num pensamento. Eu bem sei que os pensamentos precisam ser bem verificados. Quando verificamos os pensamentos, sabemos que só encontramos o que já sabemos bem dentro de nós. E foi assim que prostituí o meu SER! Eu vendi o meu SER por uma fantasia. Fazemo-lo muitas vezes, aprendemos a fazê-lo desde muito cedo e fazemo-lo bem. Nós vendemo-nos na ilusão de, sermos vistos, de encaixar, de ser aceites, de sermos amados, valorizados, de pertencer ... Eu vendi o meu SER, porque acreditei que ficaria a perder se não o fizesse, que perderia algo se eu fosse eu. O problema é que, uma vez que abandonamos o nosso SER, e uma vez que deixamos de estar presentes, tudo o que nos vendemos por, é consumido pela vergonha, culpa, tristeza, raiva, medo, dor, ressentimento, etc. Quando nos abandonamos acabamos a perder até aquilo pelo qual nos vendemos. Irônico, não é?

Estou tão grata por ter caído, salvou-me de mim mesma.

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